Parei de fumar. E agora?

5 coisas que eu aprendi ao ficar sem cigarro

1. Fumar é um vício sociável

Então eu decidi, finalmente, parar de fumar. Não fazia ideia de como, nem o que fazer ou deixar de fazer, para me livrar de um hábito que trago desde os meus 16 anos. O vício me consome aos poucos, me consola na tristeza, alivia na angústia, me acompanha nos momentos de solidão e de espera. Além de ser algo sociável, é muito fácil conhecer gente fumando um cigarro. Eu sempre fumei pouco, nunca passei de alguns cigarros por dia, entre 5 ou 7, mas ele sempre aparece nos momentos mais precisos. E estes instantes se tornam uma espécie de ritual pessoal.

2. O cigarro é um hábito

O cigarro acompanha muitas coisas. Pra mim, o hábito de fumar muitas vezes acompanhava o momento em que eu escrevo, por isso quando não pude fazer as duas coisas ao mesmo tempo sentia que as palavras saiam pesadas e flutuantes, totalmente dispersas. Falta algo. Agora mesmo, enquanto escrevo, sinto uma vontade insana de sair da sala e acender um cigarro.

3. Ocupar a mente ou o corpo pode ser a saída

Nos dois primeiros dias senti muita ansiedade e procurei me manter distraído com o que tivesse por perto, não sei se pra fugir do presente ou da gana do tabaco, mas o que era à princípio desesperador logo se tornou algo muito produtivo. Já que alguns hábitos acompanhavam o cigarro, eu preferi procurar novas atividades para me ocupar! E quando percebi estava passando cada vez mais tempo fazendo coisas que nunca havia feito. Aprendi a cozinhar um prato novo, aprendi a tocar músicas novas, brinquei mais com os cachorros da casa e comecei a praticar exercícios físicos. Este último foi de longe o mais produtivo e libertador. Ao aquecer o corpo e se-alongar, a gente produz efeitos semelhantes a sensação física de acabar de fumar um cigarro. A sensação não https://www.viagrapascherfr.com/prix-du-viagra-100mg-en-pharmacie/ é exatamente a mesma, mas ela te alivia de um mesmo modo que a gente pode acabar viciando em movimentar-se.

4. Sem o cigarro, minha percepção e os meus sentidos mudaram

Sem o cigarro minha voz melhorou e como a uso para cantar em bares da cidade, não sinto mais aquela fadiga nem a inflamação que era recorrente semana sim semana não. Passei a sentir melhor os cheiros e melhorei muito a percepção de paladar. Descobri também um segredo que vinha sendo encoberto por anos, desde que comecei com o cigarro: percebi que tenho chulé! E não é pouco! Sentir o próprio cheiro é um passo para limpar tudo a sua volta, descobrir outros vícios, modificar hábitos e identificar aquilo que não está fazendo bem ao corpo.

5. A luta é sempre contra mim mesmo

Ainda me sinto ansioso, mas venho cuidando disso pra não acabar trocando um vício pelo outro. Imagino que por mais que consiga deixar de fumar, essa vontade que incomoda por dentro vai estar sempre ali, esperando eu desistir num momento de euforia, alegria ou tristeza, e me entregar aos tragos cinzentos. As recaídas e a dificuldade em manter a luta me mostraram que a maior luta é sempre contra mim mesmo.

Por Antônio Carlos (anônimo)

Comentários

comentários