1. Nenhuma regra pode ser cumprida sem ser entendida

Em princípio, eu considerei praticar um método de meditação diferente a cada dia, para que não tivesse regras e pudesse testar diferentes práticas. O ponto é que: a real razão que me motivou a fazer uma OXO foi a necessidade de trabalhar minha disciplina e comprometimento com uma rotina de atividades. O desafio começou logo ali, no momento da escolha. Escolher uma meditação diferente por dia fortaleceria minha antiga mania de fugir dos compromissos e desconsiderar as regras para deixar tudo mais “leve”, por isso optei por modificar esse mau hábito ao invés de permanecer mentindo para mim mesma. Curiosamente, foi aí que percebi que nem toda regra precisa ser quebrada, algumas possuem mesmo uma razão para existir. Mas eu ainda não havia entendido isso completamente… Na meditação que escolhi, é necessário ter um limite de horário e um dia específico para cada prática, não é possível repor nada no dia seguinte. Foi então que perdi um dos dias da meditação. O sentimento de frustração veio acompanhado de lição: entendi a função da regra. Entendi que o esforço do dia a dia é realmente tão importante quanto a inspiração.

E mais do que isso, entendi que é especialmente difícil seguir uma norma se você não a entende.

2. Bondade parcial não é bondade

Todos os dias eu meditei sobre uma palavra diferente. A meditação me fez rever os significados das palavras que eu já conhecia, como a “bondade”, por exemplo. “A bondade plena é o senso de unidade”, essa frase ecoava em minha mente. Somos todos um, e de alguma forma sabemos isso, pela ciência ou pela espiritualidade. Mas será que agimos, na prática, de acordo com este princípio? Quando o outro nos incomoda ou magoa, somos capazes de desejar o bem? Ou nos “protegemos” por trás de infinitas armaduras? Quando não queremos nos aproximar de levitra uk cheap price algum tipo de energia ou pessoa, somos capazes de visualizar o bem que há nela, apesar de enxergarmos sua parte “má” com maior ênfase.

Somos capazes de exercer a bondade sem julgamento? Ou ainda: de encher nossos corações de compaixão e entendimento ao invés de repulsa? Ser bom e ter compaixão é doar-se também para aqueles que já o magoaram e esse é um aprendizado que levarei para sempre comigo.

 

 

3. A lei da sincronicidade existe!

Kabbalah, também conhecida como Árvore da Vida, vem do verbo hebraico Lekabel, que significa receber. Mas, na prática, só se pode receber algo para o qual você se abre, certo? Realizei a meditação da Kabbalah, que conta com uma esfera diferente para cada dia. Veja bem: obter uma lição por dia me ensinou que cada passo é importante e que se você não entendeu o de hoje, não pode seguir em frente. Somos seres ansiosos, vivemos na era do desenvolvimento tecnológico e das respostas instantâneas.

Não suportamos esperar pelo próximo trem ou por resultados demorados. Mas nós, seres em evolução, esquecemos que cada coisa tem seu tempo. Bom, antes de aprender isso, eu tinha o costume de pular etapas. Mas aqui, nesta meditação, não há sobreposição de lições, não se pode acelerar nada. E eu descobri como é bom aprender uma coisa de cada vez e exercitá-la, com tempo, no meu cotidiano. Eis que, justamente quando eu deveria praticar a minha tolerância, ocorreu um episódio em minha família, no qual eu fui convidada a tolerar algo que não concordava, mas mais do que isso: eu deveria entender o fato.

Quando você medita profundamente sobre alguma coisa, ela vai se apresentar pra você – Jung explicava isso através da tal sincronicidade. Senti como se tudo o que eu tivesse pensado durante a meditação havia sido materializado, para que eu passasse por cada esfera da Kabbalah de maneira íntegra e real, entendendo o significado prático de evoluir. Agora, acredito que desafiar-se de um jeito OXO é como colocar à prova os seus próprios credos, medos e limites, e pra mim, isso também leva o nome de Evolução.

 

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