1. É muito bom não planejar  

Sempre quis planejar as coisas para que não saíssem do meu controle. Mas sempre perdia o controle e sofria com isto. Nesta viagem, saí com o único planejamento de ir à São Luis do Paraitinga – SP. Fazer o que? Não sei. Quanto tempo? Não sei. Onde? Não sei. Apenas fui. Leve… atento ao que surgisse pela frente.

2. Viajar sozinho não é necessariamente ficar sozinho na viagem

Sempre fui uma pessoa muito tímida. Nunca me imaginei em uma situação onde teria que conhecer pessoas e que isso partiria de mim. E foi exatamente o que aconteceu. Conheci pessoas incríveis. O casal que ficou comigo procurando pousada em Trindade, o Guia irreverente de Paraty, os Turistas no Jipe onde fui o fotógrafo oficial, o sr. Edivaldo que me ajudou a montar minha primeira barraca. Cada pessoa, uma história de vida que eu conhecia.

3. O nascer do Sol à beira mar é incrível

Parti de São Paulo à Taubaté – SP, depois peguei um ônibus para São Luis do Paraitinga. Almocei. Meditei na praça, sob um Sol delicioso. Voltei para Taubaté, decidido à ir para Paraty – RJ. Não tinha ônibus direto. Peguei para Ubatuba – SP. Chegando lá, peguei o ônibus para Paraty, mas antes de chegar na rodoviária, ele parou e algumas pessoas desceram. Ouvi a palavra “Trindade”. De repente, uma vontade repentina de ir para Trindade veio à tona. Avistei um casal, me aproximei e, enfrentando a minha timidez, puxei assunto e começamos a conversar. A cidade estava lotada! Me despedi do casal, caminhei, meio sem rumo. Tomei um dos banhos gelados mais gratificantes da minha vida, em um camping, mas como não tinha barraca, não podia durmir. Então, continuei a caminhada, dessa vez rumo ao mar. Daí, contrariando toda a minha razão, decidi dormir ali mesmo, na areia da praia, usando a mochila como travesseiro e a blusa como cobertor. Pude apreciar um belíssimo nascer do Sol à beira mar. Uma sensação de gratidão que eu jamais esquecerei por toda a minha vida.

4. Ter consciência da minha intuição

Intuição. Antes desta viagem não tinha muita noção do que era. Pois bem, decidi escutar esta voz e seguir minha viagem meio doida. E ela foi minha companheira. Consegui observar um diálogo entre esta voz intuitiva e a mente racional, dentro do ônibus pra Paraty. Intuição: “Desce! Vai pra Trindade! Agora!” Racional: “Calma! Como assim? Nem sei onde estou…” Intuição: “Desce…” Racional: “Não, não vou descer, blábláblá, etc e tal” Intuição: “DESCE!!!” Desci, e tive uma das experiências mais gratificantes da minha vida.

   

5. Temos uma grande sabedoria adormecida

Os antigos (e os atuais) alquimistas já  sabiam: Transformar o chumbo – do nosso ego – em ouro – da nossa essência. Ou seja, quem realmente somos. Assim como Roger Waters descreve no incrível The Wall, nós vamos criando um muro, tijolinho por tijolinho, envolta de nós mesmos. A sociedade nos sufoca, dizendo quem devemos ser, e este muro, fica cada vez mais alto. Quando percebemos, sonhos ficaram para trás e o que realmente importa para nós, ficou do lado de dentro do muro. A intuição, surge, tentando encontrar brechinhas para falar conosco. “The wall was too high, as you can see*”.  Mas há esperança. Se ouvirmos esta “Lady”, como em Stairway to Heaven do Led Zeppelin, nossa intuição nos guiará para dentro de nós mesmos, dentro da nossa Jornada do Herói, onde nos conheceremos. Então, arrebentaremos este muro e seremos quem realmente somos, para nós mesmos e para o mundo.

 

*Trecho de “Hey You”, The Wall – Pink Floyd

O muro era muito alto, como você pode ver.

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